Comecei este projeto sem escrever uma única linha de código. Comecei com uma prancheta, um caderno e três turnos no pátio.
Sou Engenheiro de Produção. Aprendi cedo que processo ruim não se resolve com ferramenta nova — se resolve entendendo onde a informação se perde, onde a decisão atrasa e onde a responsabilidade some.
Quando entrei no projeto, a frota funcionava por improviso disciplinado. Pessoas competentes compensando, todos os dias, a ausência de um sistema. Era admirável e insustentável.
Resolvi modelar antes de construir. BPMN, entrevistas, observação de campo. O protótipo do checklist foi de papel — só virou tela quando três motoristas conseguiram preenchê-lo sem ajuda, em menos de três minutos, sob o sol do pátio.
O software que você está lendo o memorial é o resíduo dessas conversas. Cada regra de bloqueio, cada peso da nota de saúde, cada copy de empty state foi calibrado contra uma situação real que eu vi acontecer.
Espero que, ao usar, fique a impressão de que alguém pensou no detalhe. Porque alguém pensou — em todos eles.